quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Centro de Referência Hanna Suzart em busca de igualdade


Amine Silvares

Órgão atua em diversos municípios


O Centro Regional de Referência de Promoção da Cidadania LGBT Hanna Suzart (CRR) vem fazendo um importante trabalho para a promoção dos direitos humanos já há algum tempo. Sua atuação é ampla. Atende a Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, Bom Jardim, Duas Barras, Macuco, Cordeiro, Sumidouro, São Sebastião do Alto, Cantagalo, Santa Maria Madalena, Carmo, Trajano de Moraes, Teresópolis e mais toda a Região Norte Fluminense. O Centro oferece atendimento social, psicológico e jurídico a todos que se sentirem inseguros, discriminados ou lesados de alguma forma, sejam da comunidade LGBT, ou familiares e amigos. Casos de violência contra homossexuais são bastante comuns. O preconceito contra gays está arraigado no preconceito contra a mulher – homens que apresentam características comportamentais e sexuais consideradas femininas acabam sofrendo discriminação e violência por, supostamente, se rebaixarem. O preconceito se tornou tão comum que, muitas vezes, passa despercebido. Ele abre o precedente para a violência física. Por isso é tão importante o trabalho do CRR, que conscientiza LGBTs sobre seus direitos, assim como o treinamento de policiais em delegacias para receber as queixas. Jefferson Lanes, advogado do CRR, declarou que “as pessoas ainda têm muito medo não só por estar denunciando a causa da represália, até mesmo pelo atendimento recebido na delegacia”. O CRR trabalha com advogados, assistentes sociais e psicólogos, para amparar da melhor forma possível as vítimas da discriminação e da violência. O treinamento em delegacias para humanizar o atendimento surgiu a partir da necessidade de amparar cidadãos, independentemente da sua sexualidade. De acordo com Elenice Borges, assistente social do CRR, “vamos ao batalhão, o advogado entra em contato com a delegacia. Ano que vem, vamos promover uma capacitação para profissionais de todas as áreas; saúde, educação, justiça. Precisamos fazer a sensibilização dessas pessoas, pois o maior entrave é a discriminação e ela vem de todos os lugares”. De formas distintas, o preconceito afeta jovens e adultos. No caso de estudantes, eles chegam até mesmo a largar os estudos. A violência verbal é a mais comum, e é praticada por colegas, amigos e familiares das vítimas. Alguns casos recentes de violência física contra homossexuais, como o assassinato de uma lésbica em Teresópolis, vêm mantendo o CRR ocupado. A equipe dá apoio à família da vítima, além de acompanhar todo o processo investigativo e o julgamento do acusado de cometer o crime, que foi preso em flagrante.

Câmara Municipal proíbe discriminação sexual

A Câmara Municipal de Nova Friburgo já aprovou o projeto de lei 2273/2009, de autoria do vereador Cláudio Damião, proibindo qualquer forma de discriminação a pessoas por sua orientação sexual. A lei não criminaliza a homofobia, mas garante a homossexuais, bissexuais e transgêneros direitos como o de não ser expulsos de estabelecimentos comerciais por “incomodar” outros clientes com sua sexualidade.

De GLS a LGBT

A sigla GLS evoluiu. De “Gays, lésbicas e simpatizantes”, agora a sigla utilizada é LGBT. Esta mudança aconteceu para incluir bissexuais e transgêneros, que sempre ficaram marginalizados na luta pela igualdade. Além disso, o “L” passou para frente, pois se chegou ao consenso de que até dentro do movimento homossexual as mulheres ficavam em segundo plano.

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Homofobia = rejeição + ódio + aversão + discriminação + violência contra LGBT

Organização:

Informações: (22) 9102-4760 / 9816-3938/ 9858 -0333/ 9204-3641 E-mail: moverse@yahoo.com.br


Realização:

Grupo Mover-se – Movimento da Diversidade Sexual na Serra


Apoio:
Prefeitura de Nova Friburgo
Centro Regional de Prevenação e Combate a Homofobia Hanna Suzart
Av. Alberto Braune 223, Centro - Nova Friburgo - RJ
(22) 2523 7907 friburgo.lgbt@hotmail.com
Governo do Estado do RJ
SEASDH
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